terça-feira, 25 de setembro de 2012
E Que Dizer Disto?
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
A Tristeza de Cristiano Ronaldo
terça-feira, 28 de agosto de 2012
O Que Pensar Disto?
Ana Andrade
Recebi o link desta crónica de Margarida Rebelo Pinto Através do facebook. Segundo sei, a mesma está a gerar alguma polémica. Não, a crónica não é atual. Sim, causa, no mínimo, alguma estranheza. Não, eu não concordo com o que está escrito. Não, eu não consigo perceber, ao certo, o sentido das linhas que passo a reproduzir.
“As gordinhas e as outras
17 de Setembro, 2010por Margarida Rebelo Pinto
Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos masculinos e que responde pelo nome genérico de ‘Gordinha’
A Gordinha é aquela amigalhaça companheirona que desde o liceu cultivava o estilo maria-rapaz, era espertalhona e bem-disposta, cheia de energia e de ideias, sempre pronta para dizer asneiras e alinhar com a malta em programas. Ora acontece que a Gordinha é geralmente gorda e sem formas, tornando-se aos olhos masculinos pouco apetecível, a não ser em noites longas regadas a mais de sete vodkas, nas quais o desespero comanda o sistema hormonal, transformando qualquer bisonte numa mulher sexy, mesmo que seja uma peixeira com bigode do Mercado da Ribeira.
A Gordinha é porreira, é fixe, é divertida, quer sempre ir a todo o lado e está sempre bem-disposta, portanto a Gordinha torna-se uma espécie de mascote do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos têm um bocado de pena dela e alguns até uma grande dose de remorsos por já se terem metido com a mesma nas supracitadas funestas circunstâncias. E é assim que a Gordinha acaba por se tornar muito popular, até porque, como quase nunca consegue arranjar namorado, está sempre muito disponível para os mais variados programas, nem que seja ir comer um bife à Portugália e depois ao cinema.
À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Gordinhas tudo é permitido: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras e consumir outras substâncias igualmente propícias a estados de euforia, podem inclusive fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto porque como são ‘do grupo’ toda a gente acha muita graça e ninguém condena.
Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda gira faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se comportam de forma semelhante a elas.
Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia. Que o digam as minhas amigas mais bonitas e boazonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as conseguiram levar para a cama e as gordas que teriam gostado de ter sido levadas para a cama por esses ou por outros. Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade.
Porquê? Porque não é vista como uma mulher? Porque todos têm pena dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher está/é gorda nunca ninguém lhe diz, mas quando está/é magra, ninguém se coíbe de comentar: «Estás tão magra!?»
Como dizia a Wallis Simpson: «Never too rich, never too slim». E quanto às Gordinhas, o melhor é arranjarem um namorado. Ou uma dieta. Ou as duas coisas.”
O que pensar disto? Qual a finalidade, sim porque tem de haver uma finalidade para estas linhas, mas qual? Mais uma vez digo que não concordo nem percebo a lógica de tão estranha crónica.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
O Mundo da Fama
Ana Andrade
As luzes, as câmaras, os destaques nas capas de revistas, os convites para festas, o reconhecimento público, ou seja, o mundo da fama, atrai muita gente. Muitos procuram a fama através do seu talento e trabalho, outros procuram-na por outros meios; como por exemplo através de reality sshow. Alguns pretendem ser actores, outros modelos – se bem que actualmente não há grande distinção entre as duas coisas, uma vez que atores são modelos e visse versa.
Mas o mundo da fama não é perfeito e muitos não sabem lidar com tudo o que é inerente a ele. É que de repente deixam de ser simples anónimos para serem figuras públicas. Deparam-se, não poucas vezes, com notícias falsas sobre as suas vidas ou com evasões de privacidade naturalmente inconvenientes. Acredito que a vida de uma pessoa que passa do anonimato às luzes da ribalta deve mudar radicalmente. E, como referi anteriormente, muitos não sabem lidar com essa mudança. Então, não raras vezes, abrem-se as portas de outros mundos, como por exemplo o mundo das drogas ou do álcool. É verdade que também há muita gente que sabe lidar com a fama, com as mudanças que a mesma acarreta nas suas vidas e conseguem seguir em frente sem entrar em caminhos errados.
E tudo isto porquê? Porque na passada semana, ao passar pelos canais, deparei-me, no Você na TV, com a seguinte situação. Estava um psicólogo, julgo eu, a abordar o tema da fama e não só, com base em três casos diferentes.
A primeira situação é a recente tentativa de suicídio do actor Hugo Sequeira. Neste caso, não se trata de não saber lidar com a fama, mas sim, aparentemente, de uma depressão. Nos últimos tempos o actor não tem participado em projectos televisivos, para além do que, pelo que percebi, ter falhado um projecto, creio de formação de actores em que Hugo Sequeira estava envolvido e o actor enfrenta um processo de divórcio. Perante a iminente separação do filho, Hugo Sequeira ficou descompensado e parece ter sido essa a gota de água que o fez atirar-se de um segundo andar.
O segundo caso abordado, foi a tentativa de suicídio de Zé Maria, o vencedor do primeiro Big Brother. Neste caso, parece que Zé Maria aliou-se as pessoas erradas, além de não saber lidar com a falta de convites para trabalhos e não só.
E, finalmente, o terceiro caso foi o suicídio de um actor, que já não me lembro do nome, em 2007. Este atirou-se de uma janela de um hospital.
Estes três casos, cada um à sua maneira, mostram o outro lado do mundo da fama. É que lá por uma pessoa ser famosa não deixa de ter problemas. E a fama não dura para sempre, há um dia em que deixam de aparecer os convites para trabalhos, para festas, para programas de televisão e, consequentemente, deixam de aparecer nas revistas. Então é o voltar a trás, da fama ao anonimato.
Volto a repetir que há pessoas que lidam bem com as mudanças, quer do anonimato para a fama, quer da fama para o anonimato, mas para tal é necessário ter uma personalidade forte e uma boa estrutura psicológica.
Em suma, as luzes, as câmaras, os destaques nas capas de revistas, os convites para festas, o reconhecimento público, ou seja, o mundo da fama nem sempre são um mar de rosas.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Os Incêndios Na Madeira

Ana Andrade
À uma semana que os incêndios começaram a fustigar a ilha da Madeira. Começaram na Ponta do Pargo, concelho da Calheta, onde causaram destruição e semearam o pânico nos habitantes locais. Estenderam-se ao concelho vizinho, Ribeira Brava, passaram pelo Funchal, dirigiram-se à Camacha e Santa Cruz. E por onde passaram foram deixando um rasto de destruição, pânico e perda. Entretanto as freguesias vizinhas da Ponta do Pargo - em direcção ao Porto Moniz – viram o vento arrastar as chamas e por lá tem ficado a dar trabalho a bombeiros e população.
Com mais esta catástrofe, dezenas de pessoas viram os seus bens perder-se em segundos; são muitos os carros que foram apanhados pelas chamas e as habitações que ficaram destruídas ou parcialmente destruídas; outras pessoas salvaram os seus bens por um triz. Para quem perdeu tudo sobra a tristeza e o facto de ter de recomeçar. Para quem viu o fogo quase roubar tudo sobra o susto. Seja como for, as imagens das chamas e o pânico que aquelas pessoas viveram dificilmente será apagado da memória.
O calor, a baixa humidade e os ventos foram o aliado perfeito das chamas. Os bombeiros não tiveram mãos a medir, as corporações iam em auxílio de outras e de onde saíam começava algum foco de preocupação.
O facto de muitos dos locais serem de difícil acesso para os autotanques dificulta o combate e abre, novamente, a discussão sobre a utilização de meios aéreos no combate aos fogos cá na Madeira. Existem estudos que concluem que os meios aéreos seriam uma boa solução, outros concluem exactamente o contrário. Talvez estejam em vias de iniciar mais estudos que possam, finalmente, dar uma resposta
Não, não é possível que o responsável dos focos de incêndio em diversos pontos da ilha seja o vento, as distâncias não são assim tão curtas – apesar de quem não conhece a ilha ficar com essa ideia. Assim sendo, há 99% de certeza que houve mão criminosa. E por isso, a PJ anda à procura dos responsáveis e espera-se que sejam exemplarmente punidos. Sobra então a pergunta: porque fazer uma coisa destas?
domingo, 15 de julho de 2012
A Que Ponto As Pessoas Chegam
Ana Andrade
“Uma mãe japonesa deixou o filho, de 19 meses, morrer enquanto conversava num fórum na Internet. A polícia já prendeu a mulher e investiga o caso. Yumiko Takahashi, 29 anos, deixou o filho, Neo de 19 meses, morrer enquanto conversava num fórum na Internet. A mulher esteve com o filho na tarde do dia 24 de junho quando este já se encontrava doente. Ainda assim, Yumiko ignorou os sinais de febre do bebé e deixou-o sozinho no quarto. O autópsia realizada ao corpo da criança indica que morreu na madrugada do dia 26 de junho e que esteve quase um dia morto até a mãe se aperceber do sucedido.
A polícia já fez saber que prendeu a mulher por suspeitas de negligência e que agora decorrem as "necessárias investigações". Yumiko já tinha perdido dois filhos anteriormente: um pouco depois de nascer, por razões que não são conhecidas, e outro devido a uma queda da varanda do seu apartamento. "Procurava consolo na Internet há mais de três anos porque entrei em depressão depois de perder os meus dois filhos", justificou-se.
Este caso não é inédito. Em 2010, um casal sul-coreano também deixou o seu filho de três meses morrer porque estiveram mais de 12 horas seguidas a "cuidar" do filho virtual num jogo na internet.”
Retirada de:
terça-feira, 10 de julho de 2012
As Minhas Sugestões Literárias
Ana Andrade
Hoje Sugiro:
Deixa-me que te Conte
De
Jorge Bucay
Este é um livro de contos de um psicoterapeuta argentino, que cujas histórias tem a capacidade de nos fazer refletir. Através das questões e dúvidas de Damião, um jovem cliente/utente de Jorge Bucay, vemos expostas as dúvidas, os receios, os temores, as mágoas de qualquer um de nós. Como as respostas surgem em forma de contos, torna-se mais fácil receber, interiorizar e adotar a mensagem transmitida nos pensamentos e na vida de cada um de nós.
Sugiro a leitura deste livro a toda a gente, uma vez que as questões ou dúvidas de Damião, são as mesmas de muitos de nós. Quem nunca questionou o porquê de uma mentira? Quem nunca tentou perceber os seus próprios atos ou o de familiares ou amigos próximos?
Boa Leitura!